Entrevista Nômade | Luísa - Janelas Abertas - World by 2

Entrevista Nômade | Luísa - Janelas Abertas

Publicado em 13/07/2019

Continuando com a série de posts de entrevistas com Nômades Digitais! O intuito desta série é fazer você perceber que este estilo de vida não está tão longe assim da sua realidade e que um dia nós também tínhamos este sonho e hoje, se nós podemos realizá-lo, você também pode!
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Luísa Ferreira

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Por que e como você se tornou nômade digital?

Eu sou jornalista e já trabalhei em redações e também em uma agência de marketing digital. Paralelamente, alimentava desde 2012 meu blog de viagens, que a princípio era um hobby. Mas conforme o blog foi crescendo, foi tomando cada vez mais tempo.
No final de 2016, resolvi pedir demissão do meu emprego fixo pra me dedicar mais a ele. Tanto pra trabalhar na produção de conteúdo e outras questões mais técnicas quanto pra viajar e ter mais assuntos pra abordar.
Continuei fazendo alguns freelas de produção de conteúdo, mas quase todos eram remotos. Então me dei conta de que não precisava estar parada em nenhum lugar.

Quais as maiores dificuldades encontradas durante o processo de transição?

Pode parecer estranho, mas um dos principais desafios no início foi não me sentir culpada pelo privilégio que é poder pedir demissão de um emprego legal pra correr atrás de um sonho e levar um estilo de vida pouco convencional. Também tive que superar a insegurança de não saber se essa empreitada daria certo. Quando saí do emprego, tinha um planejamento financeiro, mas ainda monetizava o blog super pouco.
Outra dificuldade foi “girar a chavinha” na minha cabeça pra internalizar que esse é meu novo estilo de vida, o que é muito diferente de estar temporariamente viajando. Precisei me acostumar a passar mais tempo em cada lugar e gastar menos do que se estivesse de férias, por exemplo.
Outra coisa difícil foi manter o foco e não me deixar levar pela vontade de ir pra todos os lugares e realizar todos os sonhos ao mesmo tempo – o que obviamente é impossível. Junto com a liberdade, é preciso ter disciplina.

Qual a maior vantagem, na sua opinião, de ter se tornado nômade digital?

Amo poder passar mais tempo em cada lugar que visito e experimentar a realidade local com calma, o que não é fácil de fazer quando você só pode viajar nas férias.
Já fiz vários intercâmbios e sempre amei me sentir mais como uma moradora que como uma turista, sabe? Poder fazer isso de forma sustentável, sem que seja um período de tempo definido, é muito legal.
Também adoro não ter que lidar com coisinhas do dia a dia que me estressavam muito, como o engarrafamento do horário de pico ou ter que ficar no trabalho durante oito horas mesmo quando não tinha mais nada pra fazer. Ter flexibilidade é incrível.

Qual conselho você daria para quem quer se tornar um nômade digital?

Diria pra pensar se você quer realmente ser nômade ou se o que lhe interessa é, na verdade, ser “location independent” – o que eu acabei fazendo com o passar do tempo. Estar sempre se mudando de um lugar pra outro não é pra todo mundo!
Ser nômade digital exige desapego pra viver por longos períodos só com o que cabe numa mochila e longe das pessoas que lhe conhecem bem, muita disciplina pra trabalhar sempre de lugares diferentes e muitas vezes em condições adversas, muita paciência e energia pra se adaptar a lugares novos o tempo todo.
Percebi que pra mim fazia mais sentido ser “location independent”, mas ter uma base. Explicando: a expressão location independente se refere a quem tem um trabalho que pode ser feito de qualquer lugar do mundo, mas isso não significa que a pessoa esteja sempre se mudando.
Todos os nômades digitais são location independents, mas o contrário nem sempre é verdade. Trabalhando de forma remota, você PODE viajar quando quiser, mas essa é só uma possibilidade.
Atualmente, tenho uma base, onde divido apartamento com amigas, pago mensalidade da academia, frequento a feirinha de orgânicos aos sábados etc. Mas pelo menos uma vez por mês faço uma viagem curta, e de tempos em tempos vou passar alguns meses fora. Depois, tenho minha casinha me esperando, onde fico fazendo home office.
Meu conselho, enfim, é tentar entender o que funciona melhor pra você. Vejo muita gente ficar empolgada com a ideia de poder trabalhar remotamente e achar que, por isso, precisa ir pra uma cidade nova a cada duas semanas. Pra alguns, isso funciona; pra outros, não. Mas isso não significa que você precise voltar a bater ponto em escritório. Pode encontrar o seu formato ideal de trabalho e vida!

Qual sua fonte de renda como nômade digital?

Hoje, a maior parte da minha renda vem do meu blog. Ainda faço alguns trabalhos como freelancer, porque curto sair um pouco da “bolha” do blog e pensar em soluções criativas pra os clientes e também pra juntar um pouco de dinheiro.
Mas meu trabalho principal é o Janelas Abertas, que completou 7 anos recentemente e é minha grande paixão. Ganhar dinheiro com blog não é algo que costuma acontecer rápido, mas se você gosta de produzir conteúdo e está disposto a se dedicar, recomendo!
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