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Somos Contra o Turismo Animal

Publicado em 14/07/2020

Todos os anos milhões de pessoas pagam por experiências de turismo animal sem perceber os danos que estão trazendo para a vida selvagem envolvida.
Para nós, isso levanta a questão de que não está sendo feito o suficiente para educar os turistas sobre o que é e o que NÃO é uma experiência ética no turismo da vida selvagem.
Imagine que um amigo veio até você gabando-se de como eles iam mergulhar na gaiola com tubarões na África do Sul ou montar elefantes na Tailândia - você compartilharia da empolgação deles ou tentaria fazê-los ver que esta experiência talvez não seja assim tão ética?
turismo animal ético
Foto: Sergi Ferrete
Nós nos encontramos nessa situação a alguns anos, quando (ainda sem conhecimento) fomos visitar um zoológico na Argentina para tirar fotos com tigres e leões. 
Fiquei imediatamente enojada quando percebi o quanto os animais estavam sedados e ali mesmo tivemos uma conversa (entre Roger e eu) sobre o quanto estávamos errados em estar naquele local. Ainda ali, ficamos arrependidos e começamos a pesquisar um pouco mais sobre o assunto "turismo animal"
Neste ano, durante nossa viagem à Tailândia muitas pessoas nos perguntavam se íamos conhecer os elefantes, se não iríamos postar fotos com os elefantes e nossa decisão foi: Não, não vamos. Será mesmo que há tantos elefantes assim na Tailândia para ter tantos "santuários"??
Essa foi uma situação chata, pois sabíamos que nossos seguidores esperavam ver os elefantes, já que estávamos na Tailândia, mas para nós nem tudo vale a pena por um like ou um engajamento. E foi a partir desse momento que decidi que, por mais socialmente desconfortável que seja, sempre irei me pronunciar contra experiências de turismo que são contra o bem-estar animal. 
Não somos extremistas, e podemos sim já ter errado ou ainda iremos errar, talvez por falta de informação, mas em hipótese alguma queremos participar de "certos tipos" de turismo.

Ética

Existem sim locais éticos, que ajudam animais resgatados ou que são bases de pesquisas científicas para estudos voltados a melhorar a flora/fauna mundial. E embora você nunca possa realmente ter certeza do que está acontecendo nos bastidores de algumas instituições, reunimos um guia de ações que você pode executar antes, durante e depois da sua viagem para reduzir suas chances de apoiar atrações não-éticas do turismo da vida selvagem e ajudar outras pessoas a fazer o mesmo.

Antes da sua viagem

Pesquisa, pesquisa e mais pesquisas
Faça bom uso da internet, para investigar as experiências de vida selvagem das quais você planeja participar antes de reservá-las. Investigue não apenas como os animais são tratados, mas também de onde eles vieram e algum treinamento necessário para prepará-los para a experiência que você vai viver? Não basta confiar no site oficial para obter essas informações, mas também verificar as opiniões compartilhadas por outros viajantes através de sites e blogs. As informações mais honestas sobre uma experiência específica podem ser obtidas de outras pessoas que participaram da mesma experiência. Sejam amigos, familiares ou estranhos, localize alguém que tenha experimentado a atração em primeira mão e faça perguntas.

Verifique com o seu operador turístico / agente de viagens
Se você estiver viajando como parte de um pacote turístico organizado por um operador turístico ou um agente de viagens, verifique a política de bem-estar animal. Faça perguntas e fique atento se eles sabem dar respostas claras de como os animais são tratados, de onde eles vieram e quais as condições em que vivem no local. Respostas evasivas sempre são sinal de atenção.

Pense fora da caixa
Analise cuidadosamente o que a experiência envolve. Se você descobrir que envolve qualquer uma das atividades a seguir, pode ter certeza de que NÃO é uma experiência ética da vida selvagem: andar em um animal selvagem, nadar com um animal selvagem em cativeiro, acariciar, segurar ou abraçar um animal selvagem, lavar ou alimentar um animal selvagem, manter um animal selvagem em uma corrente ou entre telas, assistir um animal selvagem dançar, brincar no local, executar truques, fazer massagens ou pintar quadros.

Durante a sua viagem

Culturalmente aceitável não é igual a ética
Embora seja importante sempre respeitar a cultura local ao viajar, é igualmente importante lembrar que a cultura NÃO é uma desculpa para a crueldade animal. Já ouvi em muitas ocasiões pessoas justificando que passeios de elefante no sudeste da Ásia são aceitáveis ​​porque faz parte da cultura de lá e essa desculpa faz meu sangue ferver.

Pense antes de comprar
É importante também estar ciente que pode haver crueldade animal em qualquer comércio que possa estar envolvido na fabricação de qualquer lembrança que você esteja pensando em comprar. A compra dessas “lembranças produzidas localmente” gera demanda por comércio ilegal de animais silvestres. Alguns dos exemplos mais óbvios são moda (por exemplo, roupas de pele, acessórios de couro ou jóias com osso, chifre, concha, penas, coral ou marfim) e decorações (por exemplo, esculturas em ossos, conchas e marfim, tapetes de pele de animais), mas podem ser qualquer coisa, mesmo! Fique atento.

Após a sua viagem

Espalhe a palavra
Seja bom ou ruim, é importante que você compartilhe suas experiências com seus amigos, familiares e quaisquer contatos de mídia social. Divulgar a notícia ajudará outras pessoas a decifrar as experiências éticas do turismo da vida selvagem daquelas questionáveis.

Relatório e registro
Se você testemunhou algum tratamento antiético da vida selvagem em suas viagens, certifique-se de não apenas denunciá-lo às autoridades locais apropriadas, mas também de registrá-lo na página do TripAdvisor do local para futuros visitantes também conhecerem. Se conseguir, tire fotos ou faça vídeos que comprovem o que você está falando.

Não tenha medo de educar os outros
Se você se encontrar em uma situação onde alguém está indo animada fazer ou se vangloria de uma experiência que é conhecida por ser prejudicial à vida selvagem, não tenha medo de contar a realidade a ela. As chances são de que essa pessoa nem parou para pensar no assunto ou realmente não tem instrução sobre experiências antiéticas de turismo animal.

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